Menu
Pesquisar
Inquérito
Gostaria de ter Internet wireless gratuita por toda a freguesia?
Excelente Ideia!
Já deveria estar!
Não!
Junta de Freguesia - História da Terra

 

 

 

Orago: Santo Estevão


População (censos 2001): 1771 habitantes


Eleitores recenseados: 1366


Área e lugares: 7,5 Km2 que se distribuem pelos lugares de Castelo Viegas, Casal de S. João, Conraria, Pereiros e Vale de Cabras.


Actividades económicas: agricultura (vinha, produtos hortícolas e frutícolas, milho, olival), pecuária (gado suíno e bovino), indústria (calçado, madeira) e serviços (comércio, serviços de educação e de saúde).


Património histórico: Igreja Matriz de Castelo Viegas, Convento de S. Jorge de Milréus, Capela de S. Pedro, Capela de Santa Luzia, Capela de Nossa Senhora da Natividade, Capela de S. João, Casa e Capela da Quinta da Conraria, Fonte do Ribeiro, Santo Cristo e Cruzeiro.


Património natural: bosques, florestas, miradouros, ribeiras, rios, fontes, vales, planícies, colinas e praia fluvial.


Festas e romarias: Santo Estevão – Castelo Viegas (Janeiro), S. Pedro – Castelo Viegas (Junho), Nossa Senhora da Piedade – Castelo Viegas (Setembro), Santa Luzia – Pereiros (Agosto), Mártir S. Sebastião - Pereiros (Janeiro), S. João – Casal de S. João (Agosto), Nossa Senhora da Natividade – Conraria (Outubro).


Feiras: Feira dos Pereiros, no segundo Domingo de cada mês.
Gastronomia: chanfana, negalhos, ossos, papas laberças, sopa da noiva, arroz doce e bolos de abóbora.


Artesanato: tecelagem feita em teares manuais.


Desporto, cultura e lazer: há uma equipa de futebol de salão da Associação Cultural e Desportiva do Casal de S. João; realiza-se o concurso anual de pesca e o passeio mistério de bicicleta; a freguesia dispõe de um cibercafé; há anualmente uma excursão de idosos e uma noite de fado; além das festas e romarias há, com alguma frequência, peças de teatro e jogos tradicionais, como o do pau ensebado, da malha e as corridas de cântaras e de rolamentos.


Instituições, e colectividades: Escolas do Primeiro Ciclo de Pereiros e de Castelo Viegas, Escola Superior Universitária Vasco da Gama, Quinta do Carmo (Instituto de Emprego e Formação Profissional – Centro de Formação Profissional), Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral – Núcleo Regional do Centro, Centro Social de Castelo Viegas (Creche, Pré-escolar e ATL), Hospital de Sobral Cid (especializado em psiquiatria e saúde mental), Associação Sócio-Cultural de Recreio e Desporto dos Pereiros, Associação Cultural e Recreativa do Casal de S. João e Salão Paroquial de Castelo Viegas.

 

 


     A origem do topónimo de Castelo Viegas remonta a 1122, derivando o seu nome de Castel, referente a uma torre de defesa medieval, situada num ponto dominante do lugar, de que já não há vestígios, e Venegas, do senhor Salvador Viegas, que em 1159 doou a sua herdade ao Mosteiro de S. Jorge.
     A freguesia de Castelo Viegas localiza-se a Sudeste do concelho de Coimbra, distando cerca de 7 quilómetros da sede do concelho, sendo constituída pelos lugares de Castelo Viegas, Casal de S. João, Conraria, parte de Vale de Cabras e Marco dos Pereiros.
Os seus limites confinam, a Norte, com Santo António dos Olivais, servindo o rio Mondego de fronteira natural, a Noroeste com Santa Clara, a Oeste com Assafarge, a Sul com Almalaguês e a Este com Ceira.

 

 

 

 


     Vale a pena subir aos locais de maior altitude da freguesia, pois ela é prodigiosa em miradouros naturais, atendendo à sua situação privilegiada: as Barreiras do Campo, com panorâmica sobre Ceira e Quinta da Conraria; a Quinta da Madalena, o Casal de S. João e Santa Luzia são sítios com vistas soberbas sobre Coimbra; do local da antiga Torre de Defesa Medieval, em Castelo Viegas, vislumbramos a aldeia de Castelo Viegas e a sua área envolvente.
     Uma grande riqueza de Castelo Viegas é a extensa área coberta de vegetação que faz as delícias de quem por lá passeia, constituindo um motivo de orgulho da população. O ambiente é preocupação dos autarcas locais que, conjuntamente com a população e instituições, colaboram no desenvolvimento sustentável que contempla a preservação do ambiente.
     O clima é temperado mediterrâneo, tendo invernos moderados e chuvosos, sendo os verões quentes e secos.
     A freguesia tem um relevo ondulado, com colinas, vales e algumas planícies de aluviões do Mondego e do Ceira. Os tipos de rochas dominantes são de origem sedimentar como o grés, que aflora na Conraria e em Castelo Viegas, e os calcários nos Pereiros e no Casal de S. João.
     É uma área de paisagem com características rurais, drenada pela rede hidrográfica do Mondego, de que fazem parte os rios Ceira e Corvo, servindo estas linhas de água de limite natural, nalguns locais.

 


Existe um Parque de Merendas, junto à foz do Ceira, que é propício para piqueniques, convidando a uma pescaria e a um banho no rio.
     Os adeptos da natureza encontram aqui um verdadeiro paraíso, principalmente para os que apreciam caminhadas pelo campo, onde não faltam elementos de rara beleza: rios e ribeiras com cascatas, colinas cobertas de pinheiros, eucaliptos, carvalhos, sobreiros, estevas, urze e rosmaninho.

  


     Os caçadores dispõem de uma Reserva de Caça Associativa, com uma área considerável, onde podem caçar várias espécies.

 

 

 


     De acordo com os últimos recenseamentos, a população da freguesia sofreu uma diminuição, passando de 1833 habitantes, em 1991, para 1771 em 2001. A densidade populacional em 2001 era de 235,2 habitantes por Km2.
     A estrutura etária da população é envelhecida, havendo 12% de jovens (dos 0 aos 14 anos), 70% de adultos (entre os 15 e os 64 anos) e 18% de idosos (com mais de 65 anos). A tendência para o envelhecimento segue a evolução geral do país, comprovando a necessidade de se construírem infraestruturas de apoio aos idosos.
    O povoamento desta área é concentrado, notando-se, no entanto, alguma dispersão ao longo da rede viária. O número de edifícios da freguesia é de 584, correspondendo a 676 alojamentos, distribuídos por 569 famílias.
    A maior parte da população desta freguesia trabalha em Coimbra. Este facto pode ser facilmente comprovado através dos movimentos quotidianos que os residentes efectuam entre casa e o local de trabalho. 
    Cada vez mais a freguesia é procurada como local de residência, notando-se através do aumento significativo da construção de moradias que se tem verificado sobretudo nos Pereiros, Casal de S. João e Quinta da Madalena. A proximidade de Coimbra, o preço dos terrenos, as acessibilidades e a beleza paisagística são, concerteza, os factores que mais têm contribuído para a fixação da população nos últimos anos.
     A maior parte da população activa da freguesia pertence ao sector terciário (62%), seguindo-se os sectores secundário (35%) e, por último, o primário (3%). Assim sendo, a maior parte da população da freguesia exerce uma actividade relacionada com os serviços.
     Como o relevo da freguesia é bastante acidentado, a dimensão das parcelas agrícolas é reduzida. Portanto, a paisagem agrária dominante é de minifúndios, onde os agricultores a tempo parcial cultivam sobretudo produtos hortícolas (batatas e couves), frutícolas (citrinos), milho, vinha e olival.
     Há algumas quintas onde a agricultura e a pecuária têm grande importância, destacando-se a da Conraria, na margem esquerda do rio Ceira, a Quinta da Cavada, a Quinta de S. Jorge e a Quinta da Srª do Carmo, na margem esquerda do Mondego e ainda a da Urgeiriça. Nestas quintas existem estufas e viveiros, sendo já praticada a agricultura biológica nalgumas explorações.
     No que concerne às actividades pertencentes ao sector secundário, é de salientar que existem algumas indústrias, designadamente, do calçado, mobiliário, carpintaria e serralharia; há a subestação de Pereiros da Rede Eléctrica Nacional (REN); empresas de construção civil e obras públicas; de climatização, electricidade, saneamento e esgotos; e oficinas de reparação de bicicletas, motas e automóveis.
     O artesanato é uma actividade que tem especial interesse nesta freguesia, uma vez que as artesãs tecem em tear manual peças como tapetes e colchas, utilizando fibras naturais, de preferência algodão e lã, existindo preocupação em formar novas artesãs, havendo transmissão de saberes ancestrais.

 


     O sector terciário tem verificado algum crescimento nos últimos anos, destacando-se as áreas comerciais (padarias, mercearias, cafés, restaurantes, talho, farmácia, papelaria, comércio de móveis, pronto a vestir, loja de ferragens, loja de produtos agrícolas, loja de móveis), serviços de educação (escolas do ensino básico do primeiro ciclo de Castelo Viegas e de Pereiros, e Escola Superior Vasco da Gama), posto de correios, serviços de saúde (extensão do centro de saúde, Hospital de Sobral Cid, dentista e recolhas para laboratório de análises clínicas), cabeleireira, fotógrafos, agência funerária e stand de automóveis.
     Relativamente às infraestruturas, a freguesia dispõe de saneamento básico e água canalizada, no entanto as redes não cobrem toda a área da freguesia. Há recolha de lixo, carreiras de transportes públicos, distribuição domiciliária de correio, posto de telefone público, posto de correios e multibanco.


 

 


    Castelo Viegas é rica no capítulo do património edificado, impondo-se a Igreja Matriz de Castelo Viegas e o Mosteiro de S. Jorge de Milreus, tendo estes monumentos sido recentemente elevados a património classificado de interesse público.
     A Igreja Matriz de Castelo Viegas data do séc. XVI, sendo um templo de inegável beleza dedicado a Santo Estevão. É de estilo popular renascentista possuindo peças de arte sacra notáveis como uma Pietá, um crucifixo de grandes dimensões e a figura de Santo Estevão. O espaço interior está decorado com azulejos azuis e brancos, da segunda metade do Séc. XVIII, de fabrico coimbrão.
     O Mosteiro de S. Jorge de Milréus foi fundado na primeira metade do século XII, pelo Diácono Salvador Guimarães. Destaca-se o claustro, a casa prioral, e o refeitório. Os azulejos são azuis e brancos, dos Sécs. XVII e XVIII. A Igreja do Mosteiro data de meados do Séc. XVII, sobressaindo a tela que representa S. Jorge.
     Com a extinção das ordens religiosas passou a propriedade particular e é onde se encontram actualmente as instalações da Escola Superior Vasco da Gama.
Outros monumentos de referência, se bem que não tão ricos em termos patrimoniais, são o Cruzeiro (séc. XVII), a Capela de S. Pedro (séc. XVI), a Capela de Santa Luzia (séc. XVI), assim como a casa e a capela da Quinta da Conraria (séc. XIX).

  
Visitante
53.026
Login
Utilizador:
Password:
     
Criar novo registo
Recuperar Password
Agenda de Eventos
  Acessibilidades | RSS | Pedido de Informações | FAQ | Requisitos técnicos
2010 Dapfoto®